Projeto
Darwin Flora lança este mês
uma exposição fotográfica
com 41 imagens da comunidade guarani da
Terra Indígena Tenonde Porã,
a maior aldeia da cidade de São Paulo
que participa das pesquisas da Agência
Ambiental Pick-upau realizadas na região.
As imagens foram produzidas ao longo de
dois anos quando o fotógrafo e naturalista
J. Andrade conviveu semanalmente com a comunidade.
Reprodução/J.
Andrade
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A mostra também
faz referência a personagens ilustres
como Charles Darwin que dá nome ao
setor de pesquisa da organização
e ao escritor José de Alencar que
compõe as legendas com trechos de
sua maior obra o Guarani.
Reprodução/J.
Andrade
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Sobre o Pick-upau
O Pick-upau é uma organização
não-governamental sem fins lucrativos
de caráter ambientalista 100% brasileira
dedicada à preservação
e a manutenção da biodiversidade
do planeta. Fundada em 1999, por três
ex-integrantes do Greenpeace-Brasil e originalmente
criada no Cerrado brasileiro, tem sua base,
próxima a uma das últimas
e mais importantes reservas de mata atlântica
da cidade São Paulo, a maior metrópole
da América Latina. Por tratar-se
de uma organização sobre Meio
Ambiente, sem uma bandeira única,
o Pick-upau possui e desenvolve projetos
em diversas áreas ambientais.
Acesse: www.pick-upau.org.br
Sobre o Projeto Darwin
O “Projeto Darwin” tem como
principais características conhecer
e divulgar os atributos naturais e culturais
dos Biomas Brasileiros, com ênfase
na Floresta Atlântica Tropical, incluindo
áreas particulares, Unidades de Conservação
e Terras Indígenas.
Além dos inventários biológicos
das espécies predominantes da fauna
e da flora (pesquisa), há o compromisso
de sensibilizar o maior número de
pessoas possíveis para tornar viável
o desenvolvimento sócio-econômico
das regiões inseridas no projeto
e a preservação do ambiente.
Outro aspecto relevante e diferencial do
Projeto Darwin é o envolvimento de
comunidades tradicionais como a Aldeia Guarani
Tenonde Porã.
Acesse: www.darwin.org.br
Reprodução/J.
Andrade
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Sobre o fotógrafo
J. Andrade, paulistano, nascido em 1976,
fotografou para revistas de turismo de 2002
a 2003, publicando cerca de 150 fotos de
natureza neste período. Trabalhou
como repórter fotográfico
em 2004 para várias revistas em São
Paulo, é autor da coluna Visão
Ecológica da Revista EcolBrasil e
desde então é fotógrafo
independente. É o responsável
pela editoria de fotografia do Portal Pick-upau
– Central de Educação
e Jornalismo Ambiental (www.pick-upau.org.br),
desde 2001. No inicio dos anos 2000 participou
de diversas expedições fotográficas
por inúmeros estados brasileiros.
Entre 2007 e 2010 estreou diversas exposições
em Shoppings, Estações de
Metrô e parques em São Paulo,
entre elas “Zona Selvagem”,
“Além Jardim”, “Réquiem”,
“Retratos Atlânticos”
e “Primavera”. Em 2010, lançou
o livro “Villas - Guarani M’bya:
Tenonde Porã”. Deixou a arquitetura
definitivamente em 2006 e dedica-se preferencialmente
a fotografia de vida selvagem e registro
de patrimônios históricos,
artísticos, naturais e culturais.
Sobre a APA Capivari-Monos
A Área de Proteção
Ambiental Capivari-Monos (APA) é
um tipo de Unidade de Conservação,
onde existem terras públicas e privadas,
cujos objetivos são: proteger a biodiversidade,
os recursos hídricos e os remanescentes
da Mata Atlântica; resguardar o patrimônio
arqueológico e cultural; promover
a melhoria da qualidade de vida das populações;
manter o caráter rural da região
e evitar o avanço da ocupação
urbana na área protegida. Criada
em junho de 2001, a APA possui 25 mil hectares
(1/6 da área de São Paulo)
e está inserida na Reserva da Biosfera
do Cinturão Verde da Cidade de São
Paulo e na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Sobre a Terra Indígena
Tenonde Porã
A aldeia Tenonde Porã está
situada na região sul do município
de São Paulo (cerca de 60 km do centro),
Distrito de Parelheiros, com grande parte
da área indígena às
margens da represa Billings. A comunidade
Guarani M’bya possui apenas 26 hectares,
demarcados e homologados em 1987, onde vivem
atualmente 170 famílias com cerca
de 900 pessoas. Apesar do crescimento acelerado
e desordenado da região e do contato
com a sociedade do entorno, esta população
vem se assegurando como um povo. Os conhecimentos
milenares são passados por gerações
através da oralidade dos mais velhos,
seus rituais, artesanato e da valorização
de sua cultura.
Sobre os Guaranis
Os Guaranis M’bya estão em
várias regiões da América
do Sul, existem aldeias na Argentina, Paraguai
e Bolívia. No Brasil se localizam
principalmente na região do litoral,
do Rio Grande do Sul até o Espírito
Santo e outras regiões como no Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
São a maior etnia indígena
no Brasil somando aproximadamente 35 mil
pessoas. Sendo um povo bastante religioso
tem na execução de tarefas
cotidianas a busca da harmonia com a natureza,
da força espiritual de Nhanderu e
do Sol, criado por ele. Diariamente a comunidade
se encontra na Opy, a Casa de Reza, para
cantar, rezar e dançar e os mais
velhos ensinam as crianças o conhecimento
ancestral. Na aldeia, além do cacique,
a principal liderança é o
Xeramoi, o nome do pajé Guarani.
Os Guaranis sabem da importância de
todos os seres e que cada elemento da natureza
tem um espírito e buscam parceiros
para impedir a destruição
do planeta.
Sobre o FEMA
O FEMA - Fundo Especial do Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável foi
criado pela Lei Municipal nº 13.155,
de 29 de junho de 2001, que também
criou o CONFEMA - Conselho do Fundo Especial
do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Foi regulamentado pelo Decreto nº 41.713,
de 25 de fevereiro de 2002 e pela Resolução
nº 02/CONFEMA, de 19 de dezembro de
2002, e destina-se a dar suporte financeiro
a planos, programas e projetos que visem
ao uso racional e sustentável de
recursos naturais, ao controle, à
fiscalização, defesa e recuperação
do meio ambiente e a ações
de educação ambiental. Fonte:
PMSP/SVMA
Da Redação
Fotos: Pick-upau/Divulgação